Entrevista


Muito além das redes - Entrevista com Alessandro Jorge Feitosa da Juniper Networks

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Publicado em 21/09/2011 às 14:07

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Alessandro Feitosa


Alessandro Feitosa é Senior Consultant Systems Engineer da Juniper Networks.


Por Kemel Zaidan


Admin Magazine »Você poderia falar um pouco da Juniper Networks, sua história e área de atuação?


Alessandro Feitosa » Costumamos dizer que a Juniper tem “IP” no meio do seu nome, e isso diz bastante sobre sua área de atuação. Ela é uma empresa criada para atuar em todo tipo de solução que tem relação com redes IP. Nosso mercado de atuação é essencialmente o mesmo da Cisco, nossa maior concorrente. A Juniper e a Cisco são as duas principais empresas do mercado de infraestrutura de TI, como roteadores e switches


Cada vez mais, tudo fala IP no mundo de hoje, as redes móveis também estão indo cada vez mais para esse lado do IP. A grande missão da Juniper é essa, “connect everything and power everyone”, ou seja, conectar a todos e dar poder a todos com essa conexão, baseado em três grandes pilares:


» o silício—ou “silicon”, como chamamos—que é o desenvolvimento de peças ou componentes que possam garantir desempenho em tudo que se faz;


» os sistemas em si, que é colocar essas partes e peças juntas;


» e software;


A Juniper é bastante focada em software. Temos uma grande gama de softwares para atender diferentes necessidades. O próprio software da plataforma, chamado de JunOS (que é o grande concorrente do IOS da Cisco); e também outras variantes que são o Junos Space, que opera como um monitor das nossas próprias plataformas; e o Junos Pulse, que é direcionado para os usuários e aos terminais finais dos clientes.


Um outro exemplo legal do Pulse é que, se você procurar, por exemplo, no Android Market ou na Apple Store, verá que existe esse software para download, destinado ao usuário final mesmo, mais focado na parte de segurança. O aplicativo para a Apple tem menos funcionalidades, devido às restrições do próprio iOS, mas nosso aplicativo para iPhone funciona basicamente como um cliente de VPN, mas que vem sendo bastante utilizado no mercado corporativo. E para o Android também funciona como cliente VPN, mas além disso tem outras funções de segurança para o dispositivo, como antivírus e firewall.


Então, atuamos nessas diferentes áreas, mas toda a base da Juniper são realmente as comunicações IP: os sistemas e infraestrutura de TI para suportar todas essas conexões de Internet e de redes.


AM » Você poderia contar um pouco mais dos recursos do Juno Pulse e Juno Space?


AF » O Juno Space basicamente trabalha com as nossas próprias plataformas de rede. No roteador, executamos o JunOS; e o Junos Space é executado em plataformas que suportam esses equipamentos que executam o JunOS (por exemplo, plataformas de gerenciamento de redes ou plataformas para a geração de relatório sobre desempenho dos equipamentos). É um software que executa em appliances para gerenciar esses equipamentos que executam o JunOS. É uma versão focada no desempenho e na gerência dos equipamentos executando JunOS. Por exemplo, se você for uma operadora e tiver vários roteadores funcionando juntos, todos executando JunOS, você vai ter o Junos Space atuando com esses roteadores para coletar informações estatísticas, realizar configurações, essas coisas.


AM » A Juniper foi fundada por ex-pesquisadores do Xerox Park, o mítico centro de pesquisa da Xerox, em Palo Alto. Como é a pesquisa e o desenvolvimento na empresa? Me parece que vocês tem um investimento bem grande nessa área, certo?


AF » Bem, você sabe muito bem que esse setor de mercado é bastante dinâmico --- o que a gente lança hoje, amanhã começa a ficar obsoleto. Então há um investimento constante em pesquisa e desenvolvimento e a Juniper tem centros tecnológicos em diferentes lugares do mundo (na Europa, na Índia, nos Estados Unidos). Constantemente estamos inovando, como por exemplo em uma nova solução de otimização de vídeo, e também outras soluções que a Juniper está trazendo para a área móvel—estamos nos focando muito na área móvel. Claro que investimos pesado, temos que competir e nossos competidores também investem pesado, então não podemos ficar para trás.


Mas também entendemos que o nosso futuro não é apenas o que desenvolvemos aqui dentro da Juniper. Compreendemos que temos que abrir isso para outros desenvolvedores, temos que abrir isso para outras empresas que muitas vezes tem a melhor tecnologia em um determinado nicho de mercado.


Então, um dos pilares do desenvolvimento da Juniper é sermos abertos. Dizemos que somos o único provedor de equipamento que é aberto. E por que isso? Porque dentro do JunOS, o software que comentei, disponibilizamos um SDK e a plataforma é aberta para qualquer um que queira desenvolver alguma aplicação, que possa funcionar ou interagir com nossos equipamentos para ajudar os operadores. Temos até alguns exemplos de serviços como controle parental, e alguns outros tipos de aplicações específicas que as operadoras falam: “eu tenho esse desenvolvedor, ou essa empresa de menor porte, que tem uma solução muito legal para esse nicho, mas eu gostaria de ver essa solução integrada em uma plataforma maior, com uma empresa maior por trás. Vocês não podem conversar com ele?”. Então, algumas funcionalidades do nosso portfólio surgem dessa maneira. Como somos abertos, podemos tranquilamente importar ou interagir com algum desenvolvedor que se envolva com nossas APIs.


AM » O JunOS é baseado no FreeBSD, correto? A licença dele é proprietária ou continua sob a licença BSD?


AF » Não, é proprietária. Quando você tem um dispositivo executando o JunOS, quando compra um roteador ou um switcher, você paga uma licença para executá-lo.


AM » A Juniper colabora no desenvolvimento do BSD, ela devolve código? Como funciona isso?


AF » Esse tipo de informação já não tenho, eu mesmo estou muito mais focado na parte de mobilidade, então não sei como funciona essa parte de software, código, programação.


AM » Quais são as inovação que vocês estão trazendo? Quais são as tendências para a área de redes? No que a Juniper está trabalhando?


AF » Estamos basicamente focados na parte de operadoras móveis e de mobilidade. O que estamos trazendo agora é um projeto em que estamos trabalhando há um ano, mas anunciamos oficialmente este ano durante a Mobile World Congress, em Barcelona. Trata-se de uma tecnologia de otimização de vídeo. O tráfego de Internet hoje é, em grande parte, vídeo. A transmissão de vídeo já responde por 30% a 40% do tráfego atual, e as projeções de grande parte dos sites especializados indicam que em 2013 os vídeos responderão por 65% do tráfego, segundo o Yankee Group.


Então, para uma operadora móvel isso é bastante crítico, pois estamos falando de uma capacidade de banda que não é ilimitada ou infinita, algo que não está ali disponível para todo mundo o tempo todo, e para uma operadora móvel é muito importante usar essa capacidade de maneira eficiente, para que todos os usuários possam ter uma boa experiência. Não adianta ter dez mil usuários em uma mesma antena, em uma mesma célula, tentando acessar um determinado vídeo e nenhum deles conseguir acessar, porque todos estão tentando baixar esse vídeo em uma qualidade que não chegará para ninguém.


Então, basicamente a solução que estamos trazendo agora é focada nisso: em assegurar que a experiência do usuário final, que vai tentar baixar um vídeo em seu tablet ou celular, consiga acessar esse vídeo e não fique perdendo tempo com buffer, tempo que desistiria de assistir ao vídeo e provavelmente lançaria um comentário negativo sobre a sua operadora móvel, porque ele não conseguiu assistir a esse conteúdo.


Também queremos com isso, ajudar a própria operadora, a fim de que ela não tenha que investir muito dinheiro para conseguir prover a capacidade necessária para atingir esse mesmo resultado. Ela é chamada de Mobile Video Optimization.


AM » Estou curioso para saber como a tecnologia funciona. Ela compacta o video? Economiza banda? Como se dá essa otimização, que tipo e forma de otimização ela promove?


AF » Ela funciona de duas maneiras, possui duas vertentes diferentes. A primeira é trazer esse conteúdo o mais próximo possível do usuário. Com isso, você já consegue reduzir algum tempo de carregamento. Por exemplo: uma solução possível seria a criação de um cache para os conteúdos mais populares, vídeos que eu sei que serão baixados muitas vezes. Trazemos esse conteúdo para dentro da minha própria rede da operadora, assim não tenho que buscá-lo na Internet cada vez que o usuário se conectar a ele. Posso reaproveitar o vídeo, ao invés de ter 50 ou 100 mil fluxos de dados conectando nesse vídeo; eu já o baixei uma vez e posso entregar a esses usuários diretamente da minha rede—essa é uma das maneiras de acelerar a transmissão.


Outra maneira, é dentro da estrutura da operadora móvel: conhece-se a rede e sabe-se as condições dela naquele dado momento. Por exemplo, sabendo o que aquela antena ou interface aérea está passando, eu consigo otimizar o protocolo e entregar para o usuário de repente—não numa qualidade em alta definição, pois ele nunca chegaria a vê-la com a rede naquelas condições, já que está compartilhando a célula com mais três, quatro ou cinco usuários—um bitrate menor, uma qualidade de vídeo menor, mas que ainda assim será boa o suficiente para que ele possa assistir ao vídeo e atingir o objetivo desejado, sem interrupções, sem cortes.


Essas são as duas principais técnicas usadas para essa otimização de vídeo.


AM » Essa segunda técnica é baseada no dispositivo pelo qual a pessoa acessa o vídeo, na célula onde ela se encontra, ou nos dois?


AF » Nos dois. Primeiro porque, a princípio, é importante saber que tipo de dispositivo a pessoa tem, para entregar o conteúdo correto, no formato correto, na resolução correta para ele e, além disso, saber também as condições da rede. Ou seja, mesmo que a pessoa tenha um tablet capaz de executar vídeos em alta definição, ele não receberia o vídeo em sua total qualidade, porque aquele conteúdo, naquela banda, naquele momento—por exemplo às sete da noite—estaria com a rede muito congestionada. É importante, portanto, jogar com diferentes variáveis para entregar o vídeo corretamente.


AM » Digamos que ele entre no YouTube, acessando de um tablet, e selecione a opção para assistir ao vídeo em alta definição. A rede é capaz de detectar isso e acusar que não seria possível enviar esse conteúdo no momento e optar por enviá-lo em qualidade reduzida. Como isso funciona?


AF » Se ele declaradamente pedir essa resolução, a rede não terá como enxergar isso. Claro, também depende do operador. A empresa pode escolher se deseja otimizar o tráfego para todos, se quer otimizar para alguns sites apenas, ou se deseja fazê-lo só para alguns tipos de usuário. A operadora pode oferecer diferentes serviços, por exemplo, ela pode oferecer um plano sênior para o usuário que dá prioridade ao seu acesso, nunca sofrendo com a otimização e terá prevalência sobre os outros na mesma célula. Então existem variantes que dependem do plano e do que a operadora quer vender. Tudo isso é configurável.


AM » Como a Juniper está lidando com a tendência de Cloud Computing e internet móvel? Como isso está refletindo nos mercados e nas plataformas de vocês?


AF » Com relação ao tema de Cloud, muitos dos nossos clientes oferecem esse serviço. E a empresa possui várias soluções para data centers especificamente. Porém, essa não é minha área de atuação, mas temos bastantes soluções para isso. O próprio Google é nosso cliente. A Apple também. A Juniper está participando desse mercado, tem soluções para eles, entende que é uma tendência irreversível e que tem que estar presente. Um componente dessa cloud é o próprio JunOS.


AM » A Juniper vê a internet móvel como um componente do crescimento da computação em nuvem?


AF » Com certeza, e vemos cada vez mais. Com os tablets e aplicativos de sincronização de dados, como o Dropbox ou o Google Docs, em que você pode ter tudo o que acessa em qualquer lugar, o que é a base de uma nuvem corporativa, um tipo de nuvem pública. Isso realmente é uma tendência, por isso também a Juniper está investindo pesado nesse mercado e pretende ser uma das líderes. A parte de mobilidade é muito importante e há 3 ou 4 anos havia uma separação muito grande dentro das operadoras, entre a parte de TI—a parte clássica de conectividade (IP, roteadores e switches)—e a parte móvel. Isso foi uma grande separação. Hoje em dia, essa separação já praticamente não existe. Então cada vez mais os serviços são convergentes; a mesma infraestrutura que você tem para atender uma rede fixa, tem também que utilizá-la para atender a uma rede móvel. E isso deve se concretizar mais ainda na quarta geração de telefonia celular, o famoso 4G, que ainda deve levar algum tempo para chegar ao Brasil e emplacar.


AM » Você acredita que vai demorar muito para as redes 4G chegarem ao Brasil?


AF » As operadoras já estão começando a se movimentar, já começaram a estudar, testar e entender a tecnologia. Mas foi feito um grande investimento no 3G, então acredito que as operadoras vão querer que esse investimento se pague primeiro, antes de fazer outro grande em 4G. A grande demanda para 4G serão os eventos internacionais aqui no Brasil. Estamos falando principalmente do Mundial de 2014. Até lá, seguramente, o 4G estará praticamente lançado e em uso constante; mas antes disso, pouco a pouco chegará às grandes capitais, começando também na área rural, onde existe uma grande demanda de banda para atender os programas de acesso à Internet e que são localidades remotas. Mas o grande “bum” será no final de 2013, quando realmente tem que estar tudo preparado para receber esse grande evento.


Então, quando chegarmos no 4G, realmente estaremos falando de uma rede móvel completamente IP, inclusive o seu telefone: sua voz será sobre IP, tudo será sobre IP. Provedores que têm esse conhecimento, essa experiência em IP, realmente irão se diferenciar por poder oferecer soluções que são convergentes e que atendem tanto as redes fixas, quanto as móveis.


AM » E para quem ainda não sabe muito da rede 4G, as novidades dela seriam o quê? Aumenta apenas a velocidade de conexão, ou há alguma outra coisa além disso? A tecnologia propicia algum outro diferencial?


AF » Para o usuário final, será simplesmente banda maior e mais disponível. Para a operadora, além disso há também a modulação das ondas de rádio e seu espectro, que serão utilizados de maneira mais eficiente. O que basicamente se traduz na relação de que com menos frequência eu posso ter mais usuários, resultando em maior capacidade. Se comparada com a tecnologia 3G, isso é muito importante, porque esta última não é muito eficiente. As operadoras não conseguem colocar muitos usuários na mesma frequência, o que gera um problema de capacidade para elas.


Muda também a parte de você ser 100% IP, o que realmente otimiza muito a infraestrutura. No modelo atual das operadoras, temos uma conexão mista entre analógico e digital que dificulta a transmissão de voz através de IP—a rede 3G se torna cara e não é utilizada da melhor maneira possível. Você deve manter muitas coisas funcionando mesmo que não estejam sendo usadas. Para a operadora, isso é um custo que não é otimizável. Então vai ser muito bom passarmos para uma rede 100% IP.


AM » E quanto à migração para o IPv6? Sabemos que a migração será conturbada no mundo dos desktops, já que a convivência de IPv4 e IPv6 não é tão simples assim. Como vocês estão vislumbrando essa questão no mundo da internet móvel?


AF » É fato que o IPv4 está acabando. Estimamos que a situação começará a se complicar no final do ano que vem. Quando falamos de internet móvel, essa transição do IPv4 para o IPv6 é muito importante porque quando começamos a falar sobre o assunto, temos que ter em conta o número atual—e sempre crescente—de dispositivos móveis conectados, e pensar isso em termos de uma multiplicação por 10 da demanda por endereços IP. Para as operadoras móveis isso é importantíssimo.


São diferentes as técnicas que vão sendo utilizadas. Já tem operadora no Brasil começando a dar um endereço IP privado a um aparelho quando ele se conecta. Então, não existem mais endereços IPs públicos para ficar dando para todos os usuários de Internet que uma operadora tem. Então, a primeira solução dada foi essa, começar a fazer NAT desses usuários. Você terá, portanto, um aumento na utilização de IPs privados, e fazer esse NAT sair com um IP público na Internet é uma solução a curto prazo para o problema da escassez de IPs.


Mas a Juniper entende que a solução definitiva para o problema é uma solução com IPv6. Essa é uma grande oportunidade para dispositivos móveis em dualstack (pilha dupla), que podem operar simultaneamente com IPv4 e IPv6. Então, quando tem que acessar um conteúdo IPv6, utilizam o endereço IPv6; quando precisam de um conteúdo IPv4, utilizam o endereço IPv4. Assim, ele pode navegar tranquilamente em qualquer ambiente. No caso de clientes corporativos ou para aplicativos que já utilizam e suportam o IPv6, em breve passarão a designar pouco a pouco esses endereços IPv6 aos usuários finais.


Já existem operadoras que estão distribuindo IPv6 a seus usuários—alguns aplicativos corporativos já utilizam IPv6. Será uma migração lenta, claro, há sempre a obrigação de suportar o que já está no mercado. E a Juniper também está liderando esse mercado, e quando se trata de transição de IP, tentamos ajudar as operadoras no que deve que ser feito, e a grande maioria da nossa base instalada já suporta o IPv6. A grande questão está mais no suporte dos terminais e do conteúdo que não está em IPv6. Mas boa parte das máquinas e infraestrutura estão praticamente preparadas para a transição.


AM » O fato de usar NAT em dispositivos móveis não quebra uma série de protocolos e gera problema de portas, fazendo com que alguns aplicativos não funcionem?


AF » Sim, gera esse problema. Por isso existem soluções de NAT que são capazes de reconhecer o tipo de aplicação que o cliente está executando. Então, se o NAT sabe que, com aquela determinada aplicação, ele não pode simplesmente retransmitir portas, quebrar a sessão, ou outro tipo de comportamento que vá interromper a comunicação, o aparelho tem a inteligência de não fazer NAT nesse usuário.


AM » Em todos os roteadores que vocês vendem, os dispositivos de rede já estão preparados para o Ipv6?


AF » No final das contas, a grande mudança necessária para suportar essa transição é o software. O hardware está basicamente lá para suportar a capacidade de tráfego—1 Gb, 10 Gb, 100 Gb. O software é o que vai realmente cuidar dessa transição. O software da Juniper já suporta IPv6 há algum tempo e para toda nova operação que isso se faça necessário, seja ela qual for, construiremos uma nova versão do software que é instalado sem problema nenhum .


AM » Quais as perspectivas da Juniper em relação ao Brasil?


AF » Em termos de mercado, a América Latina e os países emergentes como um todo, estão crescendo muito. Há o destaque para o impulso que o Brasil tem dado a esse crescimento no continente. O país, nos próximos anos, irá presenciar um grande crescimento por conta das demandas internacionais dos eventos que sediará, pelas próprias medidas que o governo está tomando—de profissionalização, banda larga para todos, etc—então a empresa vê o Brasil como um grande mercado e está investindo bastante nele, pois sabe que pode ajudar tanto as operadoras quanto os usuários.


Em termos de capacidade, por conta do nosso equipamento e da tecnologia que utilizamos, a Juniper faz seus próprios componentes que não operam dentro dessas plataformas. Temos muita capacidade e um equipamento com grande capacidade reduz custos para a operadora, o que vai refletir em uma rede mais utilizada e com menos custos de manutenção para que o usuário tenha uma melhor qualidade do serviço a um preço reduzido. As perspectivas da Juniper para o Brasil são ótimas, estamos esperando um grande crescimento nos próximos três anos na América Latina e esperamos contribuir de forma muito relevante para esse crescimento.


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