Kurt responde: Insegurança pela hegemonia

Prezado Kurt,

Se:

  • o GNU/Linux de fato conquistar o mundo e
  • digamos, 50% dos usuários optarem pelo Ubuntu e
  • for descoberta uma vulnerabilidade do Ubuntu e
  • muitas pessoas previsivelmente não aplicarem as correções

… então teremos aí o potencial para ações maliciosas autônomas (tipo vírus e worms) para GNU/Linux?

Sei que o potencial destrutivo de um eventual software malicioso no GNU/Linux ficaria restrito aos arquivos pessoais do usuário. Mas convenhamos, é suficientemente alarmante a possibilidade de perder ou ter divulgados todos os seus documentos, vídeos pessoais e fotos comprometedoras.

– Blog da Redação

Resposta:

Já existem vírus/worms/cavalos de troia no momento, mas é claro que a ampla adoção com as pessoas deixando de aplicar patches a seus sistemas pioraria as coisas. O que é importante lembrar é que os fornecedores e distribuidores estão trabalhando constantemente em tecnologias de atualização – veja os vários fornecedores com atualizações automáticas ativadas por padrão.

Também acho que veremos uma mudança na direção de aplicativos compartimentalizados, algo sobre o qual já escrevi antes (rodar seu navegador web de dentro de uma máquina virtual ou jaula chroot, por exemplo).

A última coisa que me dá esperança é o fato de companhias como o Google estarem liberando produtos como o Chrome OS, uma versão restrita do Linux que aparentemente até roda o servidor X como usuário em vez do root, o que limita bastante os danos que um agressor pode causar. Tenho esperanças de que técnicas como essa para dispositivos de uso geral resultarão em dispositivos seguros e menos perigosos.

One Response to “Kurt responde: Insegurança pela hegemonia”

  1. BSDaemon says:

    Não devemos subestimar o poder das vulnerabilidades locais e a evolução dos códigos maliciosos. Isso quer dizer que mesmo com todos os processos executando com permissões de usuário, a elevação de privilégios é possível explorando-se outra vulnerabilidade. Tais vulnerabilidades são ainda mais comuns dos que as remotamente exploráveis.

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