Frases que não venceram o concurso cultural do netbook

October 1st, 2009 by phess

Fizemos um concurso cultural recentemente. Queríamos presentear um de nossos(as) leitores(as) com um netbook Asus Eee PC 1002HA, então pedimos para eles responderem com criatividade à pergunta: “Por que eu mereço um netbook?”.

A frase vencedora já está no site, e aqui vão algumas das frases que não venceram, junto com o número de ocorrências de cada uma.

Tema da frase Número de ocorrências
Não tenho dinheiro 21
Quero presentear meu pai/mãe/filho/filha 9
Tenho dor na coluna 15
A Linux Magazine é a melhor do mundo 12
Nunca ganhei nada, posso ganhar desta vez? 6
Eu me preocupo com o meio ambiente 3
Quero dominar o mundo 4
(…) LIVRE (…) LIBERDADE (…) 5
Quero achar a cura para todos os males 2
Preciso de novos amigos 2

Ambiente de trabalho

September 30th, 2009 by phess

Descontraído. Assim é trabalhar na redação da Linux New Media.

Trabalho para suas mãos, férias para seus pés.

Trabalho para suas mãos, férias para seus pés.

E atenção ao detalhe dos chinelos. Notou algo marcante? :)

Agora que o quinto aniversário da Linux Magazine está próximo, o ufanismo está adquirindo proporções maiores.

Infelizmente, isso não significa que eu sequer esteja conseguindo ler todos os meus e-mails, muito menos respondê-los. :(

Pelo menos, meus pés agradecem.


Qual é o plural de mega?

September 11th, 2009 by phess

Como você sabe, a Linux Magazine se esforça para sempre escrever da forma mais correta possível.

Aqui na redação surgiu uma discussão sobre o plural de “mega”. Qual a sua opinião: “5 megas” ou “5 mega”?

Fique à vontade para explicar seu voto nos comentários!

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Linux no desktop e o escalonador

September 8th, 2009 by phess

Con Kolivas, autor do BFS

Con Kolivas, autor do BFS

Faz tempo que uma discussão no kernel não me interessa tanto. O motivo: Con Kolivasmostrou que o escalonador, esse pedaço do kernel dotado de “inteligência” e com forte poder sobre o sistema, está longe de ótimo.

E também mostrou que sabe fazer melhor e mais simples quando se trata de desktops.

Ingo Molnar, ex-arqui-inimigo de Con Kolivas, foi atrás dele e comentou que o Brain Fuck Scheduler (BFS) tem boas ideias. Surpreendente!

Con respondeu que preferia ser deixado em paz pelo pessoal do kernel (ele tem lá seus motivos) e ironizou algumas colocações de Ingo. E isso iniciou uma grande onda de testes e benchmarks do novo BFS, com resultados quase sempre favoráveis ao novo escalonador não-oficial.

Só quero ver quando vão finalmente discutir a possibilidade de incluir no Linux vários escalonadores, cada um com um propósito, e permitir que o usuário escolha o mais indicado para seus objetivos.

O OpenSolaris já faz isso.


Segurança e Microsoft

August 30th, 2009 by rperegrino

Recentemente, um programa televisivo para “leigos” estava orientando “usuários de computador” (leia-se, usuários de micros equipados com uma das diversas variantes do Windows) sobre os perigos do “uso da Internet”.

Achei interessante, pois o convidado reiteradamente recomendava a manutenção do(s) antivírus atualizado(s) (como se isso fosse totalmente possível), além de indicar melhores práticas para evitar que keyloggers, fishers, malwares e qualquer dessas mazelas digitais que pululam no mundo Windows pudessem comprometer os dados do computador, permitindo aos facínoras cibernéticos “limpar” contas bancárias e coisas do gênero.

Cenários sinistros eram pintados em cores sombrias, “causos” escabrosos de usuários surrupiados de todos os seus proventos, bancos processados porque permitiram isso acontecer, enfim, o juízo final digital ao estilo do Inferno de Dante.

Uma coisa, entretanto, me incomodou sobremodo: o fato de que NEM UMA PALAVRA SEQUER foi mencionada, em quase 40 minutos de programa, sobre a plataforma que possibilitou esse desastre que é o fato puro e simples de se conectar uma máquina Windows (qualquer que seja a versão) à Internet. Toda a responsabilidade é imputada ao usuário ou às instituições financeiras. As instituições financeiras realmente precisam se precaver, investindo em segurança em TI de seu lado, mas é desolador o fato de que os usuários de sistemas Microsoft precisem se tornar especialistas em informática para poder fazer um simples pagamento bancário com segurança — e, assim mesmo, ficar ainda com aquela “interrogação” na cabeça: “Será mesmo que ninguém capturou meus dados?”

Um estudo de 2007 desenvolvido pela NCSA sob encomenda para a McAfee, mostrou que apenas 51% dos americanos estão com a segurança de suas máquinas (leia-se: equipadas com Windows) “em ordem” — e, o que é mais preocupante, 90% deles acredita que está tudo OK. Nada menos que o Chief Security Officer (CSO, o Diretor de Segurança) da Cisco declarou que o uso de antivírus é um desperdício de dinheiro, uma vez que é um jogo de gato e rato, no qual o rato sempre está a frente. E há certos tipos de infecção que simplesmente não podem ser evitadas, o que tem preocupado Bruce Schneier, referência mundial em segurança da informação, que recomendaria o redesenho do Windows como solução, caso isso fosse possível.

Em outros segmentos, e o automobilístico é o primeiro que me vem à mente, problemas de segurança como os que encontramos em sistemas Windows acabariam por resultar em processos milionários contra o fabricante do produto. Um carro cujos freios falham por defeito de fabricação não é desculpável e as consequências jurídicas são inevitáveis — sem que precisemos mesmo nos recordar dos resultados nefastos à saúde ou mesmo da morte do usuário, oriúndos de problemas com produtos do fabricante dos freios.

No mundo estabelecido do software da Microsoft, entretanto, isso não acontece. Compramos um carro que anda, mas os freios são por sua conta. Além disso, as portas não têm fechaduras e vêm abertas por padrão. Não adianta reclamar: compre as suas lá na Symantec, na F-Secure, na McAfee, na Check Point ou na Kaspersky, para citar apenas alguns. Ah! E esqueça o fato de que nenhum deles tem a proteção que vai resolver 100% dos seus problemas de segurança, já que isso é impossível, como já citamos neste artigo. Continuando a analogia: vai usar o CD Player do carro? Tenha certeza de que o seu sistema tenha um antivírus ou um sistema de segurança ativado para isso também. Caso contrário, a música que vier pela rádio pirata XYZ pode infectar o computador de bordo do carro e fazê-lo acelerar quando deveria parar — ou vice-versa. “Mas eu só queria ouvir música…”. Azar o seu! A garantia da Microsoft só cobre defeitos descobertos dentro dos três meses posteriores à aquisição da sua licença do Windows, mas não cobre NUNCA os danos oriundos desses defeitos — está lá na End User License Agreement (a famosa EULA, a licença de uso do Windows) para quem quiser ler —, mais especificamente nos itens 15 a 18.

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Qual chinelo do Pinguim você prefere?

August 28th, 2009 by idauricio

Ajude a Linux Magazine a escolher o brinde da próxima campanha de marketing da revista.

E aí? Qual você prefere?

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OpenBSD e o novo ÆrieBSD

August 26th, 2009 by phess

Theo de Raadt iniciou seu novo projeto, ÆrieBSD. Mas o que o “bronquinha” quer com isso? Pra começar, a página inicial termina com uma crítica à GPL que, embora seja verdadeira para o Theo, ainda assim não tem nenhum motivo para estar lá.

E a principal pergunta, creio, é: e o OpenBSD, Theo? Ficou monótono?

Os objetivos oficiais do ÆrieBSD são listados na mesma página inicial, mas só aqui no blog da Redação da Linux Magazine você conhece os objetivos extra-oficiais:

    1. Dificultar a escrita do nome do sistema operacional (em teclados ABNT-2 é fácil: [AltGr] + [Shift] + [A])
    2. Deixar dúvidas sobre o futuro do OpenBSD
    3. Fragmentar ainda mais os desenvolvedores de Software Livre, em especial os que têm motivos para preferir licenças e sistemas do tipo BSD
    4. Ter um sistema usado por ainda menos pessoas
    5. Ser um sistema só para desenvolvedores (ops, engano nosso! Essa é uma das metas oficiais: “Henceforth developers are the only real value that we have and this is who the project is for”) :)
    6. Evitar qualquer tipo de patrocínio (novamente, nosso engano. Essa também está entre as metas oficiais)

Desejamos muito boa sorte ao Theo e seus outros 4 pseudônimos que já estão ajudando a construir esse sistema operacional que certamente terá muitas qualidades, das quais o não uso da GPL é, provavelmente, a mais relevante.


E agora, Gandhi?

July 22nd, 2009 by phess

As palavras atribuídas a Gandhi costumam ser vinculadas ao movimento do Software Livre em sua luta contra o software proprietário já estabelecido (na verdade, mais em referência à Microsoft):

First they ignore you
then they laugh at you
then they fight you
then you win.

Já apontei em diversos editoriais da Linux Magazine alguns indícios de que já havíamos saído da fase 1 (“eles te ignoram”) e da fase 2 (“eles riem de você”). A beligerante fase 3 (“eles te combatem”) também aconteceu, sem dúvida alguma.

Mas e agora, Gandhi? A Microsoft contribuiu um patch sob a “cancerosa” GPLv2 para o cerne inimigo! Das duas uma:

  • Ou faltou um passo 3,5 que dissesse “then they submit patches to your project”,
  • ou ganhamos!

Post inaugural

July 21st, 2009 by phess

Ah, o cheiro de um blog novo pela manhã…
Vou começar revelando um questionamento meu de uns tempos pra cá.

Se:

  • o GNU/Linux de fato conquistar o mundo e
  • digamos, 50% dos usuários optarem pelo Ubuntu e
  • for descoberta uma vulnerabilidade do Ubuntu e
  • muitas pessoas previsivelmente não aplicarem as correções

… então teremos aí o potencial para ações maliciosas autônomas (tipo vírus e worms) para GNU/Linux?

Sei que o potencial destrutivo de um eventual software malicioso no GNU/Linux ficaria restrito aos arquivos pessoais do usuário. Mas convenhamos, é suficientemente alarmante a possibilidade de perder ou ter divulgados todos os seus documentos, vídeos pessoais e fotos comprometedoras (você tem fotos comprometedoras no seu HD, certo? Ou sou só eu? :P ).

Deixe aí sua opinião, por favor.