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Saindo do forno: O primeiro release candidate do servidor X.Org 1.18.

A X.Org Foundation anunciou o primeiro Release Candidate (RC) do servidor X.Org 1.18.
A nova versão traz quase 300 melhorias e recursos novos.
Entre os recursos preexistentes, os que seguem listados, passaram por uma repaginação e melhoria:

  • XWayland
  • xf86Crtc
  • XQuartz
  • XFree86
  • Xephyr
  • GLX
  • Randr
  • Xi
  • systemd-logind
  • DMX
  • DRI3
  • Glamour
  • e o Mode Setting

Em termos técnicos, o X.Org Server 1.18 Release Candidate 1 adicionou o _X_ATTRIBUTE_PRINTF às funções dmxConfigLog() e dmxConfigOutput(), bem como importou a função reallocarray() do projeto do OpenBSD.
Também trouxe a função de ajuda XaceHookIsSet ao passo que removeu o ARGB_CURSOR.
xorg logo
Quem tiver conhecimento técnico suficiente e uma boa máquina (pode ser virtual) para testes, pode fazer o download do código fonte deste Release Candidate — e ter um primeiro contato com as novidades que virão presentes na versão de lançamento.
Se este não for o seu caso, só lhe resta esperar.
Este pacote é significantemente importante dentro do GNU/Linux e, portanto, não é recomendável compilar e usar no seu computador, ainda.

Conferência dos desenvolvedores X.Org 2015 — Toronto

Prevista para ocorrer, entre 16 e 18 de Setembro, no campus do Seneca College da York University, em Toronto, Canadá, a 2015 X.Org Developer’s Conference (XDC2015) abordará mais novidades técnicas sobre assunto.
A recepção de propostas de palestras foi encerrada em 19 de Agosto. Os candidatos seriam notificados em 02 de Setembro.
Nos próximos dias, novidades deverão ser conhecidas, portanto.

Download da nova versão do X.Org

Se você tem condições de baixar e compilar o código, pode baixá-lo aqui:
linux.softpedia.com/get/System/Hardware/Xorg-server-30226.shtml

    

15 computadores de placa única que vale a pena conhecer em 2015

Vários computadores de placa única, ou Single Board Computers (SBCs), foram introduzidos ou se tornaram notáveis no mercado, em 2014.
Alguns se destacaram e venderam muito bem — tal como o Arduino e o Raspberry Pi.
Placa Arduino TRE Developer Edition
O que se espera é que eles se tornem mais poderosos e incorporem mais recursos.
Plataformas com CPUs de 8 núcleos já são uma realidade, além da inclusão de placas de rede WiFi, entre outros recursos extra — mas o maior crescimento, no ano, foi no segmento abaixo de 50,00 dólares. Os desenvolvedores preferem placas de código aberto para prototipação.
A lista, que segue, não é definitiva — é apenas uma condensação de sugestões de equipamentos que vale a pena considerar.

  1. A20-OLinuXino-Micro — é um modelo impulsionado por um processador A20 dual-core, de 1GHz, acoplado a um pente de memória de 1Gb DDR3 e uma GPU Mali-400.
    Tal como se poderia imaginar, a placa vem pre-carregada com o sistema operacional Android e suporta um drive flash adicional de 4Gb.
    A placa tem saída de vídeo em fullHD.
  2. Arduíno TRE — pra quem saiu de um ano eleitoral, a sigla TRE ainda tem um significado forte… — mas, aqui, ela quer dizer provavelmente apenas três em italiano, em alusão à sua versão.
    Uma das plataformas mais populares, oferece nesta versão suporte completo ao Linux.
    Vem com um microcontrolador ATmega, da Atmel e com um processador de 1 GHz Ti Sitara AM335x, mais 512 Mb de memória RAM.
  3. Banana Pi — é um clone do Raspberry Pi modelo B.
    Suas portas mantém as mesmas posições e vem com um processador A10, de 1 GHz e 1 Gb de memória RAM DDR3, com uma GPU Mali-400. Tem suporte a SATA e uma porta micro-USB.
  4. Banana Pi Pro — Tal como o nome indica, é uma versão mais avançada com conectores de 40 pinos e suporte a cartões flash microSD.
    Tem um módulo WiFi e uma porta micro-USB OTG.
    Tem um processador A20, 1Gb de memória RAM DDR3 e uma GPU Mali-400.
  5. Creator CI20 — Construída pela Imagination Technologies, roda Android 4.4 ou Debian 7.
    Vem com um processador Igenic JZ4780 de 1.2 GHz, 1 Gb de memória DDR3 RAM e uma GPU PowerVR SGX540.
    A placa inclui WiFi onboard, Bluetooth, HDMI, câmera e outras E/S digitais.
  6. Cutieboard 2 — Segunda versão de outra plataforma, com o mesmo nome.
    Este SBC também conta com um processador A20, 1 Gb de memória e uma GPU Mali-400.
    Além disto, o dispositivo vem com uma unidade interna de NAND de armazenamento flash e tem suporte a Android e Linux.
    Vem com portas SATA, microSD, Ehternet, HDMI e duas USB.
  7. Gizmo 2 — É a versão nova do SBC Gizmo, com um processador AMD G-series GX210HA, de 1 GHz e 1 Gb de memória DDR3 SDRAM.
    Tem saídas HDMI, microSD, mSATA e USB 3.0.
    Suporta Linux, Windows and Minoca OS.
  8. HummingBoard — Em estilo “sanduíche”, esta placa vem com vários módulos MicroSOM.
    É possível fazer a troca de dual-core para single-core no processador Freescale i.MX6 Dual.
    Há duas opções de aquisição: com 512 MB de memória ou 1 Gb.
  9. Odroid-C1 — Este SBC roda Android ou Ubuntu. Tem um processador de 1.5 GHz Amlogic S805 e 1GB de memória RAM DDR3 e um co-processador gráfico Mali-450.
    O dispositivo é similar ao conector de 40 pinos do Raspberry Pi — e oferece expansão de memória via cartões microSD ou eMMC e saída HDMI, Ehternet e USB.
  10. Odroid-U3 — fabricado pela HardKernel, esta placa vem com um processador de 1.7 GHz Samsung Exynos 4412 Prime e memória de 2GB DDR2 SDRAM.
    O co-processador é um Mali-400.
    O modelo possui expansão de memória via microSD ou eMMC.
    Tem saída micro-HDMI e portas Ehternet e USB.
    A placa suporta Linux e Android 4.4.
  11. Parallela — projetado para ter um consumo de energia mais eficiente e servir de plataforma para pesquisas em computação paralela (olha o nome), usa um processador Xiling Zynq 7020 SoC e vem com 1GB de memória DDR3 RAM.
    A placa tem, ainda, portas microSD, gigabit Ethernet, micro-HDMI e dual USB.
    Vem com um conector de 60 pinos para usar as extensões Epiphany e FPGA.
  12. Radxa Rock — é um pequeno SBC que pode rodar Android ou Linux.
    Há 2 modelos disponíveis no mercado, baseados na quantidade de memória pretendida. Ambos usam processador Rockchip RK3188, de 1.6 GHZ e 2GB de memória DDR3 RAM.
    A placa tem WiFi, Bluetooth, HDMI, Ethernet, USB e portas S/PDIF.
  13. Raspberry Pi A+ — upgrade de uma das estrelas do segmento, pesa apenas 23 gramas.
    Vem equipado com um processador Broadcom BCM2835, de 700 MHz e 256MB de memória SDRAM. O co-processador gráfico é uma Broadcom Videocore IV.
    A placa oferece conector de 40 pinos e um circuito de áudio — e não vem com uma porta Ethernet.
  14. Raspberry Pi B+ — é uma atualização do modelo B e vem equipado com um processaddor Broadcom BCM2835, também de 700 MHz, acoplado a 512MB de memória RAM e uma unidade gráfica Broadcom VideoCore IV.
    A placa vem com um conector de 40 pinos GPIO e 4 portas USB, além de um slot microSD.
  15. Warpboard — Este SBC é fabricado pela Freescale e foi lançado há um ano. A placa roda Android ou Linux.
    O processador, de 1 GHz, é um Freescale i.MX6 SoloLite.
    A placa não vem com memória interna, mas oferece um cartão KL16 e dois módulos sensores Freescale Xtrinsic.

Elias Praciano — http://elias.praciano.com.

Referências:
Wikipedia – Single Board Computers
Efytimes – http://azure.efytimes.com/?p=618

    

O que faz o Ubuntu diferente do Debian.

Neste ano, o Ubuntu celebrou 10 anos de vida, desde que foi lançado, em 2004.
Muitos sabem que ele é baseado em outra grande e excelente distro Linux: a Debian.
A década deste sistema operacional que começou com o apelido Utopic Unicorn, imprimiu algumas importantes mudanças na sua experiência com os usuários.

O processo de instalação do Ubuntu

Este foi um dos principais (longe de ser o único) diferenciais nas primeiras versões.
Tudo o que a Canonical desejava era oferecer um processo de instalação mais fácil aos seus usuários e clientes.
Hoje, até mesmo o Debian está mais fácil de instalar do que àquela época — mesmo em modo texto.
A minha opinião pessoal, contudo, é de que nada supera o netinstall do Debian — mesmo em modo texto.
Uma vez instalado, o Ubuntu mostrava um tema em tom marrom e não era muito mais do que uma réplica do Debian.

A popularidade do Ubuntu

Neste período, não só a popularidade do Ubuntu subiu, como a do Debian também.
Embora muitos usuários Debian tenham migrado para Ubuntu, também houve o fluxo contrário — houve pessoas (e ainda há) que decidiram experimentar e conhecer o Debian. Destes últimos, muitos não se arrependeram.
À época do lançamento do Ubuntu, a distro mais popular era o Mandrake, hoje chamada Mandriva — fruto da fusão ente 2 grandes distribuições: Mandrake (francesa) e Conectiva (brasileira).
O instalador gráfico do Ubuntu se aperfeiçoou e o próprio ambiente de trabalho incorporou recursos gráficos mais atraentes aos novatos.
O Ubuntu já teve um foco maior em usuários Windows, chegando a ter um software chamado Wubi, que permitia instalar a distro em modo dual-boot — e era integrado ao sistema operacional de Redmond.
A versão de Junho de 2006 trouxe o compromisso de suporte prolongado — Long Term Support ou LTS.
As distro LTS desobrigavam os usuários a usar novas versões a cada 6 meses, uma vez que ofereciam maior estabilidade, junto com o suporte, por mais tempo.
Atualmente, as versões LTS, trazem suporte de 5 anos aos usuários — o que as torna indicadas para ambientes corporativos, usuários que precisam de estabilidade etc.
As versões intermediárias são voltadas a quem prefere novidades.
O novo visual do Ubuntu 10.04 distanciou-o significativamente do Debian e trouxe o Ubuntu Software Center pro centro das atenções.

As PPAs

Além dos repositórios oficiais, o Ubuntu introduziu a possibilidade de usuários oferecerem repositórios pessoais a outros usuários, de onde poderiam baixar e instalar seus pacotes de programas — as PPAs ou Personal Package Archives.
Isto foi um grande incentivo para desenvolvedores independentes.
Quando algum aplicativo ou pacote se torna muito popular, é comum a Canonical integrar sua versão mais estável ao seu repositório oficial.
O Ubuntu 11.04, trouxe o Unity pros palcos, com o objetivo de adaptar gradativamente o sistema a novos hardwares, como tabletes, phablets, smartphones netbooks etc.
Esta mudança foi grande e gerou debates inflamados — alguns contra, outros a favor.

O coração ainda é Debian

Mesmo com tantas diferenças visuais e, por que não dizer, filosóficas — algumas coisas não mudaram. O Ubuntu é Debian, por dentro.
Muitos dos pacotes disponíveis para baixar, instalar e rodar no Ubuntu, são oriundos dos repositórios instáveis do Debian.
A metodologia de instalação e gestão de softwares continua a mesma entre as duas distribuições.
Só mesmo a interface com o usuário é que é dramaticamente diferente entre as duas.
Fica, aqui a sugestão para experimentar o Debian, se você for usuário do Ubuntu e vice-versa.

Elias Praciano — http://elias.praciano.com.

    

Software auto-reparável já é uma realidade —. Conheça o projeto A3.

Pesquisadores da Universidade de Utah têm trabalhado em projetos de softwares com capacidade de, não somente, se recuperar de danos causados por vírus, como também defender-se de futuros ataques vindos da mesma fonte.

Foto de ERic Eide.

Eric Eide, professor e pesquisador da Universidade de Utah.

Os cientistas desenvolveram softwares que são capazes de detectar e erradicar, até mesmo, vírus desconhecidos e outros tipos de malwares — e, automaticamente, reconstroem o sistema, reparando os danos.
Além disto, o software impede o invasor de infectar novamente o sistema.

o A3 é uma suite de aplicativos que trabalha com uma máquina virtual — projetado para vigiar seu sistema operacional e aplicativos.
A suite é projetada para proteger servidores ou computadores de porte similar, que rodam sistemas operacionais Linux —. Aplicações militares também são contempladas pelo projeto.
O nome A3 corresponde a Advanced Adaptive Applications — Aplicações Adaptáveis e Avançadas, em uma tradução livre.
Foi desenvolvido em conjunto com a Raytheon BBN, empresa do setor de defesa, sediada em Massachusetts — e foi fundada pela Clean-Slate Design of Resilient, Adaptive, Secure hosts, um programa da (famosa) agência DARPA — Defense Advanced Research Projects Agency.
O projeto foi concluído em Setembro/2014, após 4 anos de trabalhos — e não há planos de desenvolver versões para computadores domésticos ou laptops, embora isto seja possível no futuro.

De acordo com Eric Eide, professor assistente de ciência da computação da Universidade de Utah, as tecnologias A3 podem chegar aos produtos de consumo algum dia, o que poderá ajudá-los a proteger-se contra malwares ou corrupção interna de componentes de software —. “Mas ainda não fizemos esta experiência”.

Em vez de realizar uma busca por vírus, comparando o alvo infeccioso com descrições em um catálogo, o A3 detecta vírus desconhecidos e malwares a partir da percepção de que algo não está funcionando bem no sistema. Ele pode parar a ação do intruso e reparar os danos, além de aprender a nunca mais permitir que aquele malware entre e aja dentro da máquina novamente.
Uma vez que os militares têm interesse na cibersegurança proporcionada pelo A3, aplicada a seus sistemas de missão crítica, o A3 também poderia ser usado em dispositivos de consumidor final.
Serviços web, como o da Amazon, também são candidatos.
Se um vírus ou um ataque tentar derrubar o serviço, o A3 poderia parar o ataque e consertar os danos, antes mesmo deles tirarem o serviço do ar.
O infame bug Shellshock foi usado para demonstrar a eficácia do software para oficiais da DARPA, em Jacksonsville, na Florida, ainda em Setembro deste ano.
O ataque Shellshock foi detectado e parado em um dos servidores Web. Os danos foram reparados em 4 minutos.

Elias Praciano — http://elias.praciano.com.

Fonte: University of Utah. (2014, November 13). Self-repairing software tackles malware. ScienceDaily. Retrieved November 24, 2014 from www.sciencedaily.com/releases/2014/11/141113140011.htm

    

Saiba como se tornar um Arquiteto de Software.

O arquiteto de software é um profissional programador de computadores, gerente de TI ou expert que toma decisões finais sobre projetos de softwares, determina os padrões técnicos de codificação e faz as escolhas de ferramentas e plataformas de desenvolvimento.
mascote do Linux em frente ao museu Louvre, Paris.
Neste artigo, vou mostrar um passo a passo para se tornar arquiteto de softwares.
Não há nada definitivo neste texto. Há muitos outros caminhos a trilhar para se tornar um profissional respeitável nesta área — contudo, em linhas gerais, vou mostrar um caminho consistente.

O profissional tem importante papel nas decisões envolvendo o design e precisa ter intimidade com programação de computadores.

Comece com um bacharelato em Ciências da Computação

Graduar-se na faculdade de Ciências da Computação é o primeiro passo para adquirir conhecimento e reputação.
Uma vez que a profissão envolve programação e decisões de alto nível, é importante ter curso superior e aprender a programar “como gente grande”.
Muitos vão dizer que a grade curricular da faculdade é fraca no que tange a programação… — e se eu disser que acredito que você já deveria chegar à faculdade sabendo programação e, portanto, não deveria depender tanto do professor para aprender e se aprofundar cada vez mais no desenvolvimento de bons programas?

Adquira experiência em programação

Um arquiteto de software precisa saber programar (e bem!). É pré-requisito ter desenvoltura em escrever código de qualidade e conhecer as diferentes sintaxes de diferentes linguagens de programação — mesmo que, no dia a dia, o arquiteto de software não se envolva tanto com a atividade de programação, precisa ter intimidade com ela.
Após a conclusão da faculdade, é necessário começar a trabalhar como programador.
Não importa muito em qual linguagem você desenvolva sua experiência — pode ser Java, C++, Python, Perl etc.

Aprenda sobre padrões de design de softwares e arquitetura

A principal função do arquiteto de software é aplicar estilos de design e padrões ao software.
Um padrão é uma forma de desenvolver aplicativos ou uma interface de forma a certificar-se de que seja eficiente.
Há várias formas de adquirir este conhecimento fora da faculdade:

  • com a leitura de livros sobre o assunto. Há vários títulos de qualidade e em língua portuguesa — mas, em inglês, há muito mais.
  • cursos online. Há cursos, nesta área disponíveis para quem mora longe dos grandes centros. Alguns fornecem certificados de reconhecida reputação.
  • aprenda com outros profissionais. Faça amizade com outros profissionais que já se encontram “na estrada” há mais tempo e, portanto, podem oferecer dicas e conselhos úteis sobre como chegar lá — inclusive sobre bons livros e cursos.

Aprenda a trabalhar em equipe

Se envolver em projetos solo de desenvolvimento de software é uma tentação.
Mas saber trabalhar bem em equipe é importante para quem deseja chegar ao nível de um arquiteto de softwares.
Suas incumbências vão muito além de apenas saber programar bem. É necessário ter outras capacidades:

  • Saber como trabalhar em projetos envolvendo múltiplos desenvolvedores.
  • Saber como lidar com prazos para finalizar projetos ou versões de aplicativos — prazos estes que nem sempre dependem do seu desempenho pessoal.
  • Saber como interagir com pessoas, em diferentes setores, com funções diversas e culturas diversificadas.

Encontro de arquitetos de software.

Conheça, por experiência própria, o papel dos outros

Se você vai lidar com equipes compostas por desenvolvedores, pessoas encarregadas da documentação, design de interface, testadores etc. É importante que você tenha passado por algumas destas funções em empregos anteriores.
Conhecer, por experiência própria, a função dos outros membros da sua equipe ajuda muito a desenvolver a empatia, que é a capacidade de se pôr no lugar do outro.
Lembre-se: o cargo de arquiteto de software é um cargo de liderança e, portanto, envolve diversos conhecimentos e uma vasta experiência.
Por este motivo, é importante estar em outras áreas de conhecimento, o que inclui as humanas. Não fique apenas estudando lógica e lendo livros técnicos.

Apresente o seu currículo a vagas de trabalho

À medida em que seu nível de conhecimento vai aumentando, se prepare para assumir a vaga de arquiteto de software. Fique de olho nas oportunidades que forem surgindo e apresente seu currículo — e esteja pronto para as entrevistas.

Elias Praciano.

Referências:

Arquiteto de Software (Wikipedia).
How to become a software architect.

Imagens:

François Schnell — Tux, the great architect.
Bob Rhubart — Software Architect Meet-Up.

    
Captura de tela da central de programas do ubuntu-feat

Gestão de pacotes no Debian e Ubuntu… para iniciantes.

A mudança de sistema operacional comumente vem acompanhada de um choque cultural. Um dos principais momentos em que isto ocorre, quando um usuário Mac ou Windows se posiciona em frente à uma máquina Linux é aquele em que ele(a) precisa instalar algum software novo.
Este é um dos pontos em que a diferença é grande.
O fato é que o Linux tem um sistema de gestão de pacotes, que cuida da instalação, configuração e, se quiser, da remoção dos softwares. Além disto, o sistema cuida das dependências — o que significa que vai atrás das bibliotecas e dos softwares adicionais necessários para que o aplicativo desejado seja instalado e usado plenamente.
Este sistema varia de acordo com cada distribuição e é comum que cada uma tenha seus próprios repositórios (ou loja de aplicativos, para facilitar a compreensão do conceito).
Quando você usa o Google Play ou a app Store da Apple, saiba que a prática de fornecer todos os aplicativos pros usuários da sua plataforma em um só lugar, centralizado, já vai completar algumas décadas no mundo Linux.
Claro que os repositórios das grandes distribuições, como a Debian ou o Ubuntu (derivado da primeira) não são “centralizados”. Eles são espelhados e distribuídos, mundo afora, em vários servidores.
Assim, quem está no Brasil, pode fazer downloads mais rápidos a partir de servidores localizados na América Latina.

Gestão de softwares no Windows e no Mac

Os usuários Windows estão acostumados a baixar arquivos .exe e .msi da Internet ou instalá-los a partir de mídias físicas CD/DVD, com assistente de instalação.
Ainda que este método continue a ser usado nas próximas décadas, as novas versões do sistema operacional caminham na direção de oferecer os programas dos usuários centralizados em uma loja online.
As atualizações dos aplicativos, ou são feitas pelos próprios aplicativos ou os usuários precisam verificar online se há novas versões para seus programas.
Os usuários Mac já estão mais acostumados com o modelo de loja central, para adquirir os seus aplicativos. Mas também instalam bastante a partir de mídias físicas ou da Internet.
Os aplicativos adquiridos na App Store são atualizados automaticamente, o que diminui a quantidade de softwares desatualizados no sistema, com possíveis falhas de segurança, inclusive.

Gestão de software no Linux

Usuários Ubuntu não têm a prática de procurar e baixar seus softwares “em sites” da Internet. Embora seja possível, é muito incomum. Da mesma forma, dificilmente adquirem aplicativos separados em CD/DVD.
O próprio sistema é que se encarrega de mostrar um menu com os aplicativos disponíveis (e você os pode organizar por categoria), seus preços (a maioria gratuitos), entre outras informações. Se você usa um smartphone, então sabe como se faz.

Tela inicial da central de programas

Clique para ver detalhes.


Cada distribuição ou sabor Linux tem o seu próprio sistema de gestão de softwares. É comum ter mais de uma forma de acessar os repositórios, para a conveniência dos usuários.
Embora eu sempre recomende aos iniciantes os gestores gráficos, no dia a dia uso a linha de comando para instalar ou desinstalar meus aplicativos — e há muito tempo não instalo softwares individuais a partir de CD/DVD.
Contudo, aplicativos como o Firefox nightly, baixo do site oficial da Mozilla. Da mesma forma, baixo e instalo o NetBeans Nightly e o Komodo Editor — neste caso, trata-se de exceções. Estes softwares estão disponíveis nos repositórios normais, nas suas versões estáveis.
Todos softwares instalados podem ser atualizados ao pressionar um botão, ao dar um comando… ou sem fazer nada — quando chegam, as atualizações são aplicadas
automaticamente.

Os vários gestores de pacotes do Linux, pro terminal

Os aplicativos gráficos de gestão de software, mesmo que diferentes de uma distribuição para outra, não são complicados.
A busca por aplicativos, para quem usa um smartphone no dia a dia, ocorre intuitivamente no ambiente gráfico do Ubuntu.
Mesmo assim, eu prefiro usar o bom e velho terminal para instalar ou remover qualquer coisa em meu sistema — ele é muito mais ágil.
Abaixo segue uma tabela com os nomes dos gestores de softwares de algumas das principais distribuições Linux:

Distro Nome do gestor de software
Debian aptitude
Ubuntu apt
Fedora yum
ArchLinux emerge

Como encontrar aplicativos pra você na linha de comando

Neste texto vou me concentrar no Debian e no Ubuntu, para mostrar como gerenciar softwares em seu sistema.
Quando desejo encontrar algum aplicativo relativo a uma determinada área ou categoria, posso usar o parâmetro search para efetuar uma pesquisa nos repositórios.
Veja um exemplo de como encontrar softwares de CAD (Computer Aided Design) pra instalar no Ubuntu:
apt-cache search cad
A lista de resultados pode ser enorme, uma vez que o apt-cache irá procurar todos as referências que contenham a cadeia de caracteres “cad”.
Pra resolver isto, use o comando grep:
apt-cache search cad | grep design
Veja como a quantidade de resultados diminuiu, para exibir informações mais relevantes:
librecad - Computer-aided design (CAD) system
librecad-data - Computer-aided design (CAD) system -- shared files
tdiary-theme - Themes of tDiary to change the design
alsaplayer-gtk - PCM player designed for ALSA (GTK+ version)
geda-gsymcheck - GPL EDA -- Eletronics design software (verificador de símbolos)
libalsaplayer-dev - PCM player designed for ALSA (interface library, development files)
libalsaplayer0 - PCM player designed for ALSA (interface library)


O problema é que o LibreCAD não é o único programa disponível nos repositórios do Ubuntu para Desenho Auxiliado por Computador (CAD).
E os outros resultados da lista não têm nada a ver com o que estamos buscando aqui.
Com o comando abaixo, é possível obter uma lista melhor:
apt-cache search cad | grep -i "cad "
Note que usei um espaço antes das aspas, acima.
De acordo com o resultado abaixo, há mais de 8 programas de CAD disponíveis nos repositórios:
alliance - VLSI CAD Tools
freecad-dev - FreeCAD development files
freecad-doc - FreeCAD documentation
kicad-doc-it - Kicad help files (Italian)
kicad-doc-pl - Kicad help files (Polish)
leocad - virtual brick CAD software
librecad - Computer-aided design (CAD) system
openscad - script file based graphical CAD environment
openscad-dbg - script file based graphical CAD environment (debugging symbols)
openscad-testing - script file based graphical CAD environment (test suite)
openscad-testing-data - script file based graphical CAD environment (test suite data)
sagcad - CAD/CAM of 2D program
sagcad-doc - sagCAD documentation
sailcut-doc - Sailcut CAD documentation
freecad - Extensible Open Source CAx program (alpha)
kicad-doc-de - Ficheiros de ajuda do Kicad (Alemão)
kicad-doc-en - Ficheiros de ajuda do Kicad (Inglês)
kicad-doc-es - Ficheiros de ajuda do Kicad (Espanhol)
kicad-doc-fr - Ficheiros de ajuda do Kicad (Francês)
kicad-doc-hu - Ficheiros de ajuda do Kicad (Húngaro)
kicad-doc-pt - Ficheiros de ajuda do Kicad (Português)
kicad-doc-ru - Ficheiros de ajuda do Kicad (Russo)
kicad-doc-zh-cn - Ficheiros de ajuda do Kicad (Chinês Simplificado)
pythoncad - Programa de Computer Aided Drafting (CAD)
xtrkcad - Programa CAD de pistas de comboios de modelismo (Model Train Track)
electric - Sistema CAD elétrico
kicad - software de esquemáticos eletrônicos e projeto de placas de circuito impresso
xserver-xorg-input-acecad - X.Org X server -- AceCad input driver


Para instalar o freeCAD, uso o comando apt-get, assim:
sudo apt-get install freecad
Se você obtiver algum erro ao executar o apt-get, veja aqui como resolver.

Como encontrar e instalar programas com o aptitude

Embora derivada do apt-get, o aptitude é uma ferramenta bem mais complexa.
Padrão no Debian, se executado solo, na linha de comando, inicia um sistema completo de gestão de pacotes de softwares.
Para usá-lo no Ubuntu, é necessário instalá-lo — leia mais sobre isto aqui.

Captura de tela do Aptitude

Clique, para ver detalhes.


Na linha de comando, a sintaxe do aptitude é, em muito, semelhante à do apt-get:
aptitude search cad
Uma escolhido o programa desejado, para instalar na linha de comando via aptitude, use-o tal como o apt-get:
apt-get install freecad
Divirta-se!

Elias PracianoCoisas do Geek

    
Netflix_tuxLogo

Com Google Chrome, é possível acessar o Netflix.

A Netflix, finalmente, removeu os últimos obstáculos que impediam que a gente visse nossas séries favoritas pelo seu serviço de streaming, no nosso sistema operacional favorito (Ubuntu ou qualquer outra distro moderna).
É claro que a gente já assistia… mas era preciso fazer uma “certa ginástica” para conseguir isto.
Agora, não precisa de mais nada.
Se você tem o Google Chrome instalado, na versão 37 ou superior, então tem tudo — se a sua distro estiver atualizada, o Google Chrome também estará.
A notícia é ótima, mas é fruto de um remédio amargo e, de certa forma, intragável: os principais navegadores se dobraram ao DRM, no HTML5.
O caminho, até aqui, foi longo e cansativo, pra quem acompanhou.
Em Setembro último, o engenheiro Paul Adolph, da Netflix. pediu que se removesse o filtro user-agent — o último obstáculo pro sucesso da empreitada, ao mesmo tempo em que uma nova versão da biblioteca de segurança nss3 era destinada aos usuários.

O que é preciso fazer para ver Netflix no Linux

Se você usa Debian, Ubuntu, Fedora ou openSUSE, pode baixar a sua versão do Google Chrome neste site.
Se a sua distro não é nenhuma destas e nem é derivada, é possível encontrar uma versão comunitária do novo Google Chrome neste site.
Quando terminar o download e a instalação, basta ir ao site do Netflix.

Elias PracianoCoisas do Geek

Referências:

http://www.omgubuntu.co.uk/2014/10/psa-netflix-ubuntu-now-working-box

https://insights.ubuntu.com/2014/10/10/watch-netflix-in-ubuntu-today/

    
Debian-logo

O Programa de Extensão Debian para Mulheres precisa da sua ajuda.

O Programa de Extensão Debian para Mulheres (ou Debian Outreach Program for Women) precisa do suporte da comunidade. Qualquer um pode ajudar, inclusive você.
A Debian vai participar novamente do Programa de Extensão GNOME — em inglês, GNOME Outreach Program.
A organização já conta com 5 pessoas voluntárias prontas para serem mentoras das bolsistas.
O problema é que os fundos (financeiros) só chegam para 2 internas.
A organização pede ajuda para financiar, pelo menos, até 3 internas (e todo mundo sai ganhando).
Um dos patrocinadores Debian ofereceu-se para fazer a arrecadação de fundos em dólares americanos para financiar a participação da Debian no Programa de Extensão para Mulheres da Fundação Gnome.
Se atingirem o valor de US$ 3.125,00 até o dia 22 de Outubro (2014), será possível admitir mais uma bolsista no programa (US$ 6.250,00) — para cada dólar enviado individualmente, outro será doado pelo patrocinador à Debian, até o máximo de US$ 3.125,00.
O tempo é curto.
Informações sobre como fazer as doações, podem ser obtidas na página do projeto (veja abaixo) ou pelo email opw@debian.org
Até o momento, já foram arrecadados US$ 541,00 (ou seja, 17,3% do total necessário).

Elias PracianoCoisas do Geek

Página de doações: http://debian.ch/opw2014/

    
netbeans-feat41

Gosta do NetBeans? Use o nightly build e ajude os desenvolvedores.

Uma das melhores formas de ajudar os programadores do seu aplicativo preferido é usar a versão em desenvolvimento e permitir o feedback automático do uso ao projeto.
Assim, à medida em que você experimenta os mais novos recursos do aplicativo, ajuda dando retorno à equipe de desenvolvimento sobre o que funciona ou não no programa.
O NetBeans é um projeto de código aberto, livre e bem sucedido.
Se você tem interesse em ajudar este (ou qualquer outro projeto) é possível fazê-lo de diversas maneiras: na documentação, na tradução (do programa e da documentação), dando sugestões de melhoria do código, criando plug ins etc.
Todas estas opções exigem que você se engaje, de alguma forma, com as equipes responsáveis.
Ao usar uma versão em desenvolvimento, contudo, você não precisa sequer dar o seu nome ou criar uma conta no projeto — basta baixar e usar.

A versão em desenvolvimento convive bem com a versão estável

A ideia é que você possa trabalhar e continuar a escrever código usado na produção na IDE estável e testar o seu trabalho, sem correr riscos desnecessários, na nightly build.
catpura de tela do netbeans nightly build
A convivência entre as duas é pacífica e produtiva — permitindo que os dados de usuário de uma sejam importados para a outra.

Qual a melhor versão de desenvolvimento a ser usada?

Embora seja possível espelhar na sua máquina os repositórios GIT dos desenvolvedores, o ideal, de acordo com as equipes de desenvolvimento, é baixar a nightly build oficial do site.
O que ocorre é que, ao usar a versão dos repositórios há maiores possibilidades de contaminar os relatórios com bugs inválidos, oriundos das configurações particulares do seu sistema.
Então, se quiser ajudar, não faça isso.

Onde baixar o NetBeans nightly build

Na mesma página de downloads “normais”, há um link pra página de downloads das versões em desenvolvimento —. Confira este e outros links, ao final deste artigo.

captura de tela do site de download do netbeans nightly version

Clique, para ver detalhes.


Na página de download oficial do nightly build do NetBeans, há várias distribuições do aplicativo para baixar. Escolha a sua:

  • Java SE
  • Java EE
  • C/C++
  • PHP
  • Tudo (distribuição completa)

Dê um passo a mais

Se você é um usuário avançado do NetBeans e tem fluência no inglês, pode fazer parte do NetCat.

De maneira resumida, o NetCat é um programa para envolver a comunidade de usuários do NetBeans em testes da versão de desenvolvimento do aplicativo.
Os participantes fornecerão feedback sobre a usabilidade do produto, sua qualidade e sua performance.
Em retorno, você terá uma oportunidade de influenciar significativamente a qualidade e os rumos do desenvolvimento da IDE NetBeans.

Os participantes do programa NetCat respondem a questionários e têm suas opiniões levadas em conta nas decisões do projeto.
Entre os benefícios, os participantes com 20 ou mais pontos de atividades, recebem um certificado de reconhecimento de participação no projeto.
Adicionalmente, os 3 maiores contribuidores recebem recomendação oficial no Linkedin.com.
Você pode pontuar por revisar um tutorial, testar uma versão do NetBeans no seu sistema operacional, responder a uma pesquisa de satisfação etc.
Saiba mais sobre o NetCat, aqui.

Use o script do Luis Lobo

O usuário Luis Lobo montou um script que faz a busca e o download da última versão do nightly build.
Para usá-lo, abra o seu editor de textos preferido, copie e cole o código abaixo:


#!/bin/bash
echo "Starting compilation..."
DOWN_DIR=~/Downloads/netbeans-nightly
NETBEANS_ZIP=netbeans-nightly.zip
NETBEANS_NIGHTLY_DIR=~/netbeans

echo "Setting up directories..."
mkdir -p $DOWN_DIR
mkdir -p $NETBEANS_NIGHTLY_DIR

echo "Downloading Netbeans Nightly Build..."
cd $DOWN_DIR
lynx -dump http://bits.netbeans.org/download/trunk/nightly/latest/zip | grep http://bits.netbeans.org/download/trunk/nightly/latest/zip/netbeans | awk '{print $2}' | tail -1 | wget -i - --output-document=$DOWN_DIR/$NETBEANS_ZIP

echo "Unzipping Netbeans..."
unzip -uo $DOWN_DIR/$NETBEANS_ZIP -d $NETBEANS_NIGHTLY_DIR

echo "Building Netbeans..."
export ANT_OPTS="-Xmx256m -XX:MaxPermSize=96m"
cd $NETBEANS_NIGHTLY_DIR/nbbuild
ant | tee > build.log

ln -s ~/bin/nbdev $NETBEANS_NIGHTLY_DIR/nbbuild/netbeans/bin/netbeans

echo "All done!"
echo "Current space usage: "
du -hc -d 1 $NETBEANS_NIGHTLY_DIR


No Linux, grave o arquivo com o nome de getNetBeansNightly.sh.
Em seguida, dê ao script permissão de execução:
chmod aug+x getNetBeansNightly.sh
Em seguida, execute o script:
./getNetBeansNightly.sh
Captura de tela do terminal executando o script de download automático do netbeans nightly build

Clique para ver detalhes.


A depender da sua distro Linux, pode ser necessário instalar o navegador web Lynx — ele é necessário para a execução do script.
No Ubuntu, você pode usar o apt-get, para baixar e instalar o Lynx:
sudo apt-get install lynx
Não esqueça de verificar diariamente novas versões do NetBeans Nightly, executando o script.
E divirta-se!

Elias PracianoCoisas do Geek

Referências:
Site oficial de download do NetBeans Nightly Build.
Site de download do script.

    
Debian logos plural

5 razões para não chamar o Debian Unstable de… instável.

O Debian Unstable, ou sid, é uma das 3 distro fornecidas pelo Debian — além da Stable e da Testing.
Cada qual tem um propósito e algumas funções a cumprir.
O principal objetivo, do conjunto, é ajudar a compor a distribuição final, a Stable — o que levará aos clientes um sistema operacional bem testado, estável (obviamente) e conciso.
Debian LogoEm seu blog, o desenvolvedor franco-suiço, Raphaël Hertzog, sustenta que não se trata de um produto voltado a usuários finais. Em vez disto, é para onde o pessoal que contribui com o projeto envia novos pacotes — …diariamente.
Isto significa que a distro está em constante movimentação e atualização. O que você usou ontem… pode não ser o mesmo hoje. Por isto, ela não é para todos.
Ainda assim, de acordo com os argumentos relacionados abaixo, é razoavelmente seguro usar esta distro no seu computador — desde que não seja o de produção.

1. A UNSTABLE contém muito software estável

Jack smoking cigarr
Desenvolvedores de aplicativos em versões ainda instáveis são orientados a enviá-los aos repositórios experimentais (Testing) e não para os repositórios da Unstable.
A Unstable é o destino de softwares com qualidade suficiente para já serem lançados.
Embora alguns aplicativos possam ser classificados como instáveis, nesta distro, muitos outros já tem estabilidade suficiente para integrar a distribuição intermediária, Testing, do Debian.

2. Ela não “explode” todo dia

unstable person jack
Problemas acontecem. Normalmente, não costuma ser grande coisa.
A distro Unstable é usada por desenvolvedores e os relatos são de que raramente é necessário reiniciar a máquina após uma atualização.
O tipo de incidente que ocorre é software que para de funcionar, congela, dispara um bug chato ou (em um dia ruim) você pode dar de cara com alguns pacotes realmente instáveis.
Usuários mais avançados resolvem ou contornam os problemas através de uma das seguintes formas:

  • instalando uma versão anterior e funcional do programa (disponível na distro Testing)
  • procurando e aplicando (se houver) uma correção no sistema de rastreamento de erros (bug tracking system)
  • … ou simplesmente não fazendo o upgrade — baseado nos avisos dados pelo apt-listbugs (assim, ninguém é pego desprevenido)

3. É a base de outras distros

Pense.
sid - toy storySe o Debian Unstable fosse tão ruim, seria usado como base para montar uma distro derivada, como é o caso do Ubuntu e do Aptosid (que se chamava Sidux)? Estas, entre outras, distros Linux, são baseadas no Debian Sid.

4. Não é necessariamente menos segura que a STABLE ou a TESTING

O fato é que a dinâmica de trabalho das equipes manda que as vulnerabilidades mais sérias sejam corrigidas na Stable e na Unstable.
Desta forma, estas correções são feitas pela equipe de segurança, na Stable e pelos mantenedores, na Unstable.
Em seguida, é que são aplicadas à Testing, quando os pacotes corrigidos forem enviados ao seu repositório — desta forma, os usuários desta distro, recebem as atualizações de segurança com um pequeno atraso.
Vulnerabilidades menores, podem sequer ser corrigidas na Stable — enquanto os usuários das outras duas receberão seus patches em suas próximas atualizações normais.

5. Desenvolvedores usam

Quem disse que desenvolvedores não precisam de estabilidade e das “coisas funcionando direito”?

O ator Jack Nicholson, com suas fantásticas expressões faciais, ilustra o artigo.

O ator Jack Nicholson, com suas expressões faciais, ilustra o artigo.


A Unstable é a opção de muitos programadores e colaboradores do time Debian e você também pode fazer a mesma opção.
Hertzog enumera alguns dos pré-requisitos para ser usuário da Unstable. Se você os preenche, seja bem vindo à elite:

  • saber inglês é fundamental, aqui, para conseguir ler e escrever relatórios de erros (bug reports), sempre que necessário.
    Acrescento ainda a leitura de manuais e instruções de outros desenvolvedores mundo afora.
  • ter intimidade com o uso da linha de comando o suficiente para substituir uma versão não funcional de um software por outra, anterior, que esteja funcionando, além de conseguir editar arquivos de configuração;
  • saber como trabalhar com o APT e com múltiplas distribuições no /etc/apt/sources.list
  • ter outro computador com conexão à Internet, que possa ser usado para buscar informações sobre como resolver possíveis problemas ocorridos no computador com a distro Unstable instalada (caso ele fique inoperante)

“Se sua instalação sid está funcionando, não faça upgrades antes de uma apresentação importante ou de uma viagem. Ela sempre vai dar problemas nos momentos mais inconvenientes. A menos que você goste de viver perigosamente.” (Raphael Hertzog)

Enfim, tal como expliquei neste artigo, esta é um distro Linux que deve ser instalada em um segundo computador, que você tenha separado para o propósito de testar e aprender coisas novas.
Além disto, mesmo que você não se encaixe em todos os requisitos enumerados acima, vale a pena enfrentar o desafio — muitos dos que são considerados gurus e grandes hackers hoje, se iniciaram sem ligar muito para estas listinhas.
Aventure-se!

Elias PracianoCoisas do Geek